sábado, 10 de janeiro de 2009

Músicas e lembranças - Sinatra

Sábado é dia de música aqui no blog.
Você deve estar pensando:
Lá vem ele com “Beatles again”!
Errou, vou falar e mostrar de tudo, menos Beatles.
São músicas e cantores que deixaram alguma marca na minha vida ou músicas que lembram algum amigo, amiga ou lugar.


Em 1969, terceiro ano de vida do Ceal-Lep e meu décimo segundo, fiz alguns estágios lá.
Estudava a noite, já que a tarde fazia o ginásio e pela manhã o semi-internato.
O interessante é que na minha turma só tinha pessoas mais velhas que eu.
Mesmo assim, não fazia feio, até acho que aquela convivência me foi útil para me relacionar com os mais velhos (e mais velhas!).
Bom, mas o propósito aqui é música, e por que mesmo eu citei o Cel- Lep?... Ah lembrei: antes da aula de laboratório (só quem fez Cel-Lep sabe), eles tocavam uma música, e durante meses ouvi “Fly me to the moon” com Frank Sinatra. Até hoje me lembro daqueles dias quando escuto essa música, e acreditem, está no meu MP3.
Entre vários clipes, escolhi este com a versão original, pois o arranjo, instrumentos e a interpretação são demais.


Ladies and gentleman, "The old blue eyes" is back... Mister Frank Sinatra!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Estória ou história - Caronas - o dia em que a carona não apareceu

Já contei aqui duas histórias de caronas que deram certo.
Agora vou contar uma que não deu certo, aliás, a dita cuja não apareceu.
Era final de ano, acho que no mesmo ano do post do dia 1º de Janeiro, em que eu e o Penna fomos velejar no primeiro dia do ano.
Numa noite, eu mais alguns amigos fomos na casa da minha amiga Kiki, na Praia do Arrastão.
Eu estava no carro de algum amigo e todos resolveram ir para o centro dar uma voltinha e uma paquerada, eu não, pois a minha paquera estava ali mesmo.
Eu e o Marcelo Braga ficamos numa agradável conversa com a Kiki e suas irmãs.
Quando resolvemos ir embora, já era mais de meia noite e não haviam mais ônibus.
Confiante na minha sorte com caronas, disse para o Braga para irmos andando que logo, logo, passaria uma carona salvadora. Estava uma noite legal, céu aberto, sem nuvens ou chuva.
Que nada! Foram duas horas de caminhada!
No fim foi muito legal. O papo foi muito bom. Era noite de lua cheia. Fizemos um passeio diferente, vendo na estrada São Sebastião-Cigarras aspectos e visões, que apesar de passar por ali muitas vezes durante anos, nunca tinha reparado.
É isso aí!
Às vezes as coisas parecem dar errado, mas por um outro lado trazem momentos agradáveis.

(ass. "Zé Otimista")

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Estória ou história - Não converse no serviço... nem durma!



Certa vez fui almoçar com uma amiga estudante de Arquitetura, que estagiava num escritório na Alameda Santos.
Fomos almoçar no Dinho’s (bons tempos em que eu ia ao Dinhos’s) naquela rua mesmo (ah...e não dividia a conta!).
Como não bebo, disse a ela que podia tomar o que quisesse.
Eu não ficaria constrangido (alguns homens que não bebem, ficam).
Sugeri um Martini, que eu sabia, ela gostava.
Almoçamos, e ela voltou para o trabalho.
Como não bebo e não sei o que pode acontecer quando se bebe um Martini, achei tudo normal, mas minha amiga disse que quase dormiu em cima da prancheta a tarde toda.
Prancheta sim, nessa época, 1977, não existia computador, autocad, impressora ou pipoca para micro-ondas...
Era no vegetal, nanquim e régua paralela mesmo. E pipoca era na panela, com Guaraná...
Não sei se por coincidência, a “menina” da história faz aniversário hoje.
Parabéns!
Obs.:Voltando aos tempos de Arquitetura, resolvi fazer uma charge.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Estória ou história - mêdo de avião...

Em 1973, quando eu tinha 16 anos, fiz uma viagem para a América do Norte com meus pais e meu irmão.
Nosso amigo Luis Barros (Stella Barros) nos colocou num avião fretado pela firma dele, saindo do Rio para Miami.
Era uma excursão de adolescentes como eu!
Imagine: mais de 100 moleques e principalmente “molecas” no avião.
Para os saudosistas: era um Boeing 707 da “falecida” Braniff.
Meia hora depois da decolagem eu já estava pra cima e pra baixo, “azarando" (como se diz hoje) as meninas.
Conheci algumas, que depois encontrei no Hotel Everglades , hotel da Braniff, onde ficavam suas tripulações e onde a Stella Barros colocava suas excursões. Ficamos lá por uns cinco dias.
Foi um vôo muito interessante, pois o avião decolou ao meio dia do Rio (ah!... eram Cariocas...) e voamos durante o dia, com céu claro.
Lá pelas tantas o comandante deixou que a “criançada” entrasse na cabine, sempre de cinco em cinco, para mostrar como funcionavam os instrumentos, etc (Hoje, eu até me lembro da cena do filme “Apertem os cintos...”, do comandante com a criança na cabine, hahaha!).
Mas voltando a 1973; como eu falava um pouco de inglês, fiquei lá, a pedido dele, para servir de interprete (“êta” Cel-Lep!), e claro, era mais um pretexto para conhecer as meninas.
Mas o motivo deste “post” foi o que aconteceu no fim das nove horas de vôo.
Estava indo para meu lugar, para sentar e colocar o cinto, quando uma menina muito bonita, com quem já tinha conversado antes por um longo tempo, segurou na minha mão e pediu para eu sentar do lado dela, pois ela tinha medo na hora do pouso. E assim ficamos até o avião parar.
Anos mais tarde, o Belchior lançaria a musica “Medo de avião” com uma história diferente, mas com o mesmo contexto (medo, avião e segura minha mão!)
É isso aí. A ficção vira história e vice-versa.
Ah... O nome dela: Gisele...
e eu a encontrei depois em Miami.


Belchior, "Medo de avião"

Erro de previsão...

Errei, confesso, no planejamento da minha nova casa.
Não que esteja mal distribuída, ou outro problema de projeto.
Pelo contrário, até que continuo com a mão boa!
É que fiz o projeto com uma garagem para dois carros.
Qual o problema?
Hoje não tenho carro, mas quatro bicicletas!
Na foto, o “estacionamento” de bikes em casa.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

A vista do "Ap" do Fernando...

No "post" do dia 18/08/2008, citei a vista do apartamento em que meu amigo Fernado Koch (ex-colega da Bras Cubas) morava na Cerro Corá, nos anos 70.
No outro dia ele me mandou a foto da vista do apartamento no Canadá, onde ele mora atualmente.
Realmente, nada mal... ainda mais que lá ele não precisa olhar para os lados e ficar atento quando chega em casa, principalmente a noite.
Para ser completo o "Alemão" me mandou três fotos:
Uma com neve, uma com neblina e uma com sol.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Domingo é dia de futebol - A primeira vez a gente nunca esquece!

Antigamente se dizia que Domingo era dia de futebol.
Pois aqui no meu blog ainda é.
Todo Domingo vou contar coisas que vi quando ia quase sempre duas vezes por semana aos estádios; nos anos 60, 70 e inicio dos 80.

A primeira vez que fui sozinho num jogo de futebol (antes só tinha ido com meu cunhado) foi em Fevereiro de 1968. Lembro-me da data, pois naquela noite estava marcado o churrasco de aniversário do meu pai (22 de Fevereiro).
Na verdade não fui sozinho, eu só tinha onze anos, e fui com um amigo bem mais velho que eu; Marcelo Artacho que tinha uns doze ou treze! Além do Marcelo foram dois amigos dele, também mais velhos (treze ou quatorze).
O jogo era da Copa Libertadores, Palmeiras e Deportivo Galícia (Venezuela?), se não me engano.
Alguém nos deixou na porta e depois iríamos voltar a pé para a casa do Marcelo, perto da Augusta com Estados Unidos.
No intervalo, caiu um temporal, cada um foi para um lado e eu fiquei sozinho (agora sozinho mesmo!).

Não me incomodei, achei que no fim do jogo eu os encontraria no portão de saída. Só não sabia que o Pacaembu tinha uns dez!
O jogo foi muito bom, vi o Djalma Santos, levantando a bola para sair das poças de água, que classe!
O Palmeiras ganhou (4 a 1 ou 4 a 2).
Na saída nada de encontrar o pessoal, esperei olhando atentamente e nada. Fiquei lá quase uma hora e comecei a achar que a coisa estava ficando feia.
Ainda fiquei lá mais um tempo e vi os jogadores saindo do vestiário e entrando no ônibus. Lá estavam, Dudu, Ademir, Valdir, Djalma Santos entre outro, que legal vê-los de perto!
Depois disso é que caiu a ficha...
Como voltar para casa, sem dinheiro, e sem celular? (celular, nem em ficção!).
Fui andando até a Rebouças e passei no Apartamento de um dos amigos “mais velhos” e ele não estava. Pensei em ir até a casa da tia Zeni ali perto da Rua Pinheiros. Quando cheguei lá, vi que já tinha ido metade do caminho. Então continuei e fui a pé até a Rua Jacurici, onde morava (no prédio Liceu Eduardo Prado).
Cheguei lá quase oito da noite (o jogo tinha terminado as cinco), e ninguém tinha notado minha falta. Todos pensando que eu estava com meu “responsável”. Ele ficou quietinho, e só se acalmou quando chegou com seus pais para o churrasco!

Realmente, essa primeira vez, não dá para esquecer!


Pacaembú em dia de chuva... como o do dia da estória.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Músicas e lembranças - CSN&Y

Sábado é dia de música aqui no blog.
Você deve estar pensando: Lá vem ele com “Beatles again”!
Errou, vou falar e mostrar de tudo, menos Beatles.
São músicas e cantores que deixaram alguma marca na minha vida ou músicas que lembram algum amigo, amiga ou lugar.

Essa banda embalou meus anos de Faculdade de arquitetura (76-79).
Até hoje me lembro de ouvir esse som na estrada de Mogi, na "Margarida Paula Regina", minha Brasília.
Essas duas músicas e as outras do disco "Deja vu", que tinha na capa branca um desenho da Jony Mitchel.


Errata! Corrigido em tempo pelo meu amigo e baterista Victor Andrade: o LP que tinha o desenho de Jony Mitchel se chamava "So Far". (Correção em 27 de Janeiro de 2009).

Teach your children e Helplessly hoping, belo vocal!


Falha nossa!

Ontem eu falhei...
Mas juro que isso nunca tinha acontecido comigo antes!
Mas hoje vou colocar duas postagens.
Abaixo, minha três mulheres no Reveillon no Hotel Duas Marias.
Como disse nos dias anterios, não sou de Reveillon, por isso, não estava nem aí, ou ali!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Reveillon (ainda...)

Como disse ontem, não curto Reveillon (é assim que se escreve?).
Durante vários passei o fim de ano em São Sebastião, na Praia das Cigarras (vejam posts dos dias 19/out, 07/Nov, 17/dez).
Vou lembrar de dois anos.
Em um, logo depois da meia noite fui dormir. No dia seguinte acordei cedo e fui com meu amigo Beto Penna velejar. Eram 8 da manhã, a praia vazia, um vento no ponto e nós fomos no Hobbie 14 até Ilhabela, batendo um papo legal, contando tanta história que não parecia que agente tinha só uns 20 anos. Hoje, depois de 30 anos, se fossemos velejar teríamos histórias para uns cinco dias!
O segundo Reveillon (?) eu até fui numa festa. Foi no Hotel do Arnaldo, na Siriúba, Ilhabela.
Eu me lembro bem, pois além do cenário, estava na companhia da inesquecível, inesquecível... como era mesmo... ah, Bel Azevedo (brincadeira, nunca esqueci, nem esquecerei!).
Não lembro de muita coisa, não sou de lembrar detalhes, mas ela estava demais com o vestido branco, a sandália prata com detalhes dourados, a gargantilha com uma pedra, os brincos dourados discretos, a presilha no cabelo, etc... hahaha!
É isso aí, ano novo, vida nova. Juro que vou comer menos chocolate e pão.
Feliz ano novo!
Valorize as coisas boas da vida!
Um beijo e um abraço!




Acima: Vídeo da Praia das Cigarras.
Muita coisa mudou. Pouco resta da Praia quase deserta, com poucas casas que conheci em 1963. Atá o meio dos anos 70, antes da reforma da rodovia dos Tamoios ainda era tranquila.
No fundo, do lado esquerdo (que aparece no começo) é onde jogávamos bola, pois tinha uma parte maior plana, depois improvismos um campinho legal no clubão. Do outro lado, naquelas pedras foi onde dei meu primeiro beijo prá valer! hahaha! Nada melhor: por do sol, uma menina bonitinha, devia ser Quinta ou Sexta depois do Carnaval, a praia vazia no fim de tarde. Não me lembro do nome dela, mas lembro que não existia aquele "disco-voador" (casa) pousado em cima do morro! Nem aqueles postes de luz horríveis na rua.

Abaixo avista que eu tinha naquele dia, só que eu estava mais para direita nas pedras.